segunda-feira, 25 de abril de 2011

Hospital Américo Boavida Carece de médicos e uma direcção idónea

Após o caso Mingota, o Hospital Américo Boavida volta a baila com o seu mau atendimento público e negligência médica, levando o rapaz José Salvador da Silva, de apenas 13 anos de idade, a contrair Osteomielite que quase o leva a vida.
Antunes Zongo
O pequeno deu entrada no referido Hospital no dia 24 de Janeiro do corrente, vítima de uma infecção denominada “fogo de deus” que espalhava-se pela perna direita, resultado da primeira radiografia efectuada, dava conta que o rapaz estava ileso de qualquer situação que colocaria a perna do mesmo em perigo.

Após isto foi submetido a uma cirurgia e internado no serviço de cirurgia 1, sala 109, cama 6, onde permaneceu internado durante três meses, aquando do seu internamento ao Hospital Américo Boavida, o garoto não apresentava sinas de Osteomielite durante as primeiras semanas, e, no dia 26 de Fevereiro do ano em curso realizou-se outra radiografia revelando as imagens de Osteomielite fruto das bactérias do tabuleiro e materiais de tratamento que servia há vários pacientes.
O rapaz queixava-se de varias dores, fisicamente débil e a perna afectada possuía muito pus, facto que levou Gaspar da Silva pai do paciente José da Silva a endereçar um medido de alta ao referido Hospital afim de transferir o garoto para Republica do Brasil, facto negado pelo doutor Augusto Gonçalves que supostamente é presidente da junta medica de Luanda.
O referido doutor, alegava que o menino estava ser bem tratado e a qualquer altura o problema seria ultrapassado e o rapaz teria alta, foram de facto falsas promessas.
Após a detenção da “Osteomielite”, Augusto Gonçalves o médico do menino, garantiu aos familiares do paciente, que transfeririam o rapaz para os serviços de Ortopedia, facto que não chegou a acontecer desde o dia 26 de Fevereiro até o dia 15 de Abril do corrente, data em que o menino foi retirado pelos familiares através de um pedido de alta para a clínica Meditex.
Tudo as custas de Gaspar da Silva pai do garoto, chegando a desembolsar o montante de aproximadamente trinta mil dólares (30.000 USD), o mesmo diz ter contactado a direcção do Hospital Américo Boavida e a mesma prometeu indemnizar os gastos feitos pelos familiares.
Segundo Gaspar da Silva, a direcção do Hospital não indemnizou os familiares do paciente até o momento, o mesmo diz já ter constituído um advogado, Evaristo António o advogado promete tudo fazer para solução do “problema”.
“Ao retirarmos o menino do Hospital, encontramo-lo com uma declaração de alta de quinze dias elaborado pelo doutor Augusto Gonçalves, recomendando o reposo domiciliar ao garoto” contou Gaspar da Silva o pai do rapaz, e acrescenta dizendo “ se o meu filho ficasse em reposo em casa como o doutor desejava, receberíamos uma alta de boletim de óbito do menino”. Concluiu.
O mesmo afima que foi informado pela Clínica Meditex, que o menor tinha a quase toda a tíbia da perna direita destruída tendo de seguida submetido a uma intervenção cirúrgica e transfusões sanguíneas de forma a salvaguardar a vida do menino.
Gaspar da Silva, diz que a actual saúde de seu filho é melhor, desde que deu entrada na referida Clínica, “já que o Hospital reconheceu o erro do médico, espero que indemnizem-nos, porque contraí muitas dívidas, temo ser obrigado a vender a minha casa” lamentou o mesmo.
Para veracidades dos factos, contactamos a direcção do Hospital Américo Boavida, onde a secretaria Judite afirmou que a responsável do Hospital estava reunida com a doutora de laboratório e que não poderia a incomodar, redigimos as perguntas e voltamos por lá no dia 10 do corrente, e mesmo assim fomos ignorados.
Pela vontade deontológica e regra de informação, queríamos ouvir e informar as opiniões das duas partes, mas a direcção do Hospital achou por bem ignorar as regras de informação, depôs queiram encher os tribunais com processos judicias contra jornalistas. O que não é nada bom

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