terça-feira, 7 de junho de 2011

Fundação 27 de Maio marcha a favor dos defuntos de 77

“O petróleo é do povo, Zé Eduardo fora, o diamante é do povo, Zé Eduardo fora” diziam os jovens participantes da marcha realizada pela Fundação 27 de Maio a favor dos assassinados pelo MPLA em 1977.
Oliveira Salazar

O acto teve inicio as 8h00 da manhã, do dia 28 do mês transacto, romagem ao Tumulo Memorial no Cemitério da Santa Ana, na província de Luanda, onde foram depositadas várias flores em homenagem aos perecidos na “purga” do 27 de Maio.
 No local, o clima era frio, calmo, tristezas eram visíveis nos rostos dos presentes, pais, irmãos e compatriotas dos assassinados na chamada intentona golpista de 1977. Os presentes percorreram a pé do Cemitério até ao Largo 1º de Maio sob escolta da Polícia Nacional.
Estando abaixo da estátua do antigo presidente angolano, António Agostinho Neto, o General, Silva Mateus, presidente da Fundação 27 de Maio, contou que em 1977, o MPLA matou cerca de 80 mil militantes seus, pelo simples facto de pensarem contrario a direcção liderada por António Agostinho Neto.
Quadros superiores do MPLA que se encontravam em bolça de estudos em vários pontos do exterior do país, como Rússia, União Soviética, Roménia e Cuba, foram repatriados, tragos a Angola foram fuzilados por militares amando do “Guia Imortal” Agostinho Neto, acusados de fraccionismo.
Silva Mateus, e seus correligionários, não foram os únicos a serem torturados e presos na chamada intentona golpista, surgem nomes como o antigo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Aguinaldo Jaime, Ambrósio de Lemos, comandante nacional da polícia, Ana Dias Lourenço e outros que ostentam hoje cargos no aparelho do Estado.
Enquanto durava a fracção no seio do MPLA, a falta de água, luz eram atribuídas aos Nitistas, muitos foram assassinado outros foram atirados as cadeias, 34 anos depois o país continua sem água sem energia eléctrica, a culpa já não deve ser atribuída aos fraccionistas, a responsabilidade é do MPLA e seu regime ditatorial.
Todos os homens assassinados como fraccionistas, não puderam ser enterrados pelos seus familiares, pelo que a Fundação exige do governo que revele aonde os colocou para posterior realizarem um tratamento condigno.
Tais exigências surgem num momento em que o presidente do Santos outorgou os comandantes Nito Alves e Bacalof e outros a generais de cinco estrelas, tudo isto após de serem barbaramente assassinados.

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