sexta-feira, 17 de junho de 2011

Não crucifiquem a Tatiana Durão

A apresentadora do programa mais sex, do canal 2 da Televisão Pública Angolana (TPA 2), Tatiana Durão, participou em 2009, por vontade própria ao programa Big-Brotha, realizado na República Sul-africana, onde realizou acções indecorosas aos olhos dos angolanos, tais como “Sexo” ao vivo e a cores, tudo preto no branco, foi tudo feito sem “TABOS”, reconheçamos foi indecoroso.

Mas tal acção não pode ser pretexto para as pessoas descriminarem-na, ela é uma cidadã angolana, que tem as suas falhas como qualquer um. Saibamos, no mundo moderno, pôr delato o “pecado”, enaltecesse os país por várias formas cada um a sua maneira. Entendam, não que eu esteja a favor da mesma, mas reprovo as atitudes de algumas pessoas que exacerbam o ocorrido como se ela devesse “morrer” ideias que reprovo veemente. Ela Tatiana Durão, carece de um companheiro, de preferência um angolano segundo a mesma.
Aceitem-na sem receio. Neste momento a referida apresentadora já esta arrependida pelos feitos realizado ao Big-Brotha, segundo fez saber a Rádio “Voz da América” a tempos atraz.
Tatiana Durão, sente-se bastante discriminada pelo facto dos rapazes sentirem-se receados ter uma relação com a mesma. Devemos perdoar a mesma e dermos o braço. “Amor ao próximo” recomenda a Bíblia.      

Actriz Tatiana Durão afirma-se discriminada pelo machismo angolano

Fonte Club-k

Namibe - Cantora e estilista, a então realizadora do espaço televisivo angolano “Sexolandia”, Tatiana Teresa dos Santos Durão disse á Voz da América no Namibe que está a enfrentar nos últimos tempos, uma total discriminação, que lhe relega ao mundo da solidão, sem qualquer manobra de encontrar um companheiro angolano para juntos partilhar a vida.

                                                             Tatiana esclarece:
Não é fera e desculpas … pelas suas aventuras
Desconfia que os homens se intimidam pelo seu espírito guerreira e frontalidade. Tatiana confessa no entanto, que gosta de voar como pássaro e esclarece que não é fera.

Acredita por outro lado que a sua passagem por Big Brother durante três meses em 2009, onde se consagrou vencedora, pode estar na base desta influência discriminatória dos homens. Tatiana Durão aproveita os microfones da VOA para pedir desculpas a todos que se escandalizaram pelas suas aventuras. 



quinta-feira, 9 de junho de 2011

Seguranças de Jeff Brown barram Folha8

Oliveira Salazar
Os seguranças do consagrado músico do estilo Hipo pop, Jeff Brown, barraram no passado dia 28 de Maio do ano em curso, a entrada do Semanário Folha8 ao recinto onde se encontrava o músico a realizar a venda e sessão de autógrafo do seu mais recente trabalho discográfico.

Tudo ocorreu no Largo da Independência por volta das 10h:40minutos, mesmo após de nossos repórteres terem exibido o passe de jornalista, os seguranças mostraram-se renitentes como se haviam recebido ordens para tal.
Os referidos seguranças deixaram cair por terra os 15 anos do músico, ao proibirem o F8, e permitirem a entrada da Televisão Pública de Angola (TPA), ao recinto onde se encontrava o homem do disco “Ondaca”, que conta com 13 faixas musicais.
Jeff Brown anunciou que nos próximos dias fará uma torne pelas províncias de Benguela, Huíla, Malange e Lunda Sul, onde irá apresentar e vender a referida obra, gravada em Angola pela produtora “Da Banda”, e misturada em França.

 Lição aos Seguranças

Na próxima vez não cometam o mesmo erro, se não poderão incorrer ao crime de violação a constituição da Republica. Os escribas vão até poderem em recolha de informações. O jovem Jeff, é um músico de prestígio, e não deve permitir que seus seguranças maculem sua nobre imagem. Devido algum mal entendido concernente ao acato das orientações. 

NEM TUDO QUE É GRANDE TEM QUALIDADE
































terça-feira, 7 de junho de 2011

A moda pegou Jovens param as manifestações em troca de alguns KZs

A manifestação contra a “pobreza e a fome”, convocada para o dia 15 de Junho do corrente, foi anulada, pelo facto dos jovens líderes do Movimento Revolucionário de Intervenção Social do município do Sambizanga, terem recebido Quinhentos mil kwanzas (500.000 kz) por corrupção, entregue pela administração daquele município.
Fonte: Folha8 

Tais informações foram postas a circular pelos membros daquela organização que preferem o anonimato por motivos de segurança. Os mesmos, sem hesitarem, expulsaram os líderes, os tais chamados “esfomeados e corruptos”, no dia 26 de Maio do ano em curso, e, já contam com uma nova liderança encabeçada por Alexandre Dias dos Santos “Libertador”.
O mesmo é sobrinho do vice-presidente da República, Fernando Dias dos Santos e ex- Secretario municipal da UNITA no Sambizanga, até o momento é membro da Comissão Política do maior partido na oposição.
 Alexandre Dias dos Santos, aconselha os jovens a não venderem-se por nada, o mesmo lembrou ainda que também já foi tentado pelas garras do MPLA, com quarenta mil dólares (40.000 USD), e uma viatura de marca “Santa fé”, garantindo ter negado por acreditar que se “lutarmos todos teremos boas condições”.
No Sambizanga, Libertador é tido como homem forte, difícil de manipular e capaz de tirar o sono a José Tavares, administrador daquela circunscrição, o novo líder do Movimento Revolucionário, tomou posse no dia 28 do mês transacto e mostrou-se feliz pela nomeação, mesmo sabendo que o referido movimento é constituído por vários membros da JMPLA, que segundo o mesmo, encontram-se descontentes com a actual governação do país.
“Sei bem o chão em que piso, sei que tudo no Sambizanga é MPLA, até quem vende água nos chafarizes é MPLA, por isso é que nada muda, mas agora vários jovens estão descontentes, aperceberam-se que aqueles jovens receberam dinheiro expulsaram-lhes e chamaram-me para dirigir a organização” disse Alexandre “Libertador”, e continuou “e eu também que gosto destas aventuras a nível do associativismo concordei, neste momento estou a fazer encontros com a juventude em vários pontos do Sambizanga e buscar o apoio dos jovens. Não podemos agir sozinhos, devemos agir juntos porque vivemos todos a falta de saneamento básico, a falta de energia em vária partes sobretudo na comuna do Ngola Kiluanji, continuamos com a água dos chafarizes que ainda sai oscilante”, afirmou o mesmo, garantindo que a nível do Sambizanga só uma comuna é urbanizada, a Comuna do Bairro Operário, “de resto,  tudo é uma porcaria”. Rematou.
Alexandre Dias dos Santos, promete que o Movimento Revolucionário de Intervenção Social, vai junto do governo exigir que se realize as autarquias locais no município do Sambizanga, “se formos a ver por exemplo, com as autarquias locais nenhum destes administradores que andam aí seriam eleitos” afirmou Libertador que promete realizar muitas manifestações até as próximas eleições Gerais de 2012.
“Não só para tirar o MPLA do poder, mas para que as crianças passem a ter a água para tomar banho antes de ir a escola, para que as crianças deixam de sentar nas latas de leite quando estão na escola e que tenham alimentação antes e após voltarem das escolas” afirmou Libertador, no dia 1 de Junho, dia internacional da criança.

Fundação 27 de Maio marcha a favor dos defuntos de 77

“O petróleo é do povo, Zé Eduardo fora, o diamante é do povo, Zé Eduardo fora” diziam os jovens participantes da marcha realizada pela Fundação 27 de Maio a favor dos assassinados pelo MPLA em 1977.
Oliveira Salazar

O acto teve inicio as 8h00 da manhã, do dia 28 do mês transacto, romagem ao Tumulo Memorial no Cemitério da Santa Ana, na província de Luanda, onde foram depositadas várias flores em homenagem aos perecidos na “purga” do 27 de Maio.
 No local, o clima era frio, calmo, tristezas eram visíveis nos rostos dos presentes, pais, irmãos e compatriotas dos assassinados na chamada intentona golpista de 1977. Os presentes percorreram a pé do Cemitério até ao Largo 1º de Maio sob escolta da Polícia Nacional.
Estando abaixo da estátua do antigo presidente angolano, António Agostinho Neto, o General, Silva Mateus, presidente da Fundação 27 de Maio, contou que em 1977, o MPLA matou cerca de 80 mil militantes seus, pelo simples facto de pensarem contrario a direcção liderada por António Agostinho Neto.
Quadros superiores do MPLA que se encontravam em bolça de estudos em vários pontos do exterior do país, como Rússia, União Soviética, Roménia e Cuba, foram repatriados, tragos a Angola foram fuzilados por militares amando do “Guia Imortal” Agostinho Neto, acusados de fraccionismo.
Silva Mateus, e seus correligionários, não foram os únicos a serem torturados e presos na chamada intentona golpista, surgem nomes como o antigo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Aguinaldo Jaime, Ambrósio de Lemos, comandante nacional da polícia, Ana Dias Lourenço e outros que ostentam hoje cargos no aparelho do Estado.
Enquanto durava a fracção no seio do MPLA, a falta de água, luz eram atribuídas aos Nitistas, muitos foram assassinado outros foram atirados as cadeias, 34 anos depois o país continua sem água sem energia eléctrica, a culpa já não deve ser atribuída aos fraccionistas, a responsabilidade é do MPLA e seu regime ditatorial.
Todos os homens assassinados como fraccionistas, não puderam ser enterrados pelos seus familiares, pelo que a Fundação exige do governo que revele aonde os colocou para posterior realizarem um tratamento condigno.
Tais exigências surgem num momento em que o presidente do Santos outorgou os comandantes Nito Alves e Bacalof e outros a generais de cinco estrelas, tudo isto após de serem barbaramente assassinados.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Antunes Zongo da JURA diz "a Ditadura termina em 2012"

 texto: Oliveira Salazar

Antunes Zongo, secretário para órganização provincial da JURA em Luanda, afirmou no dia 3 de Maio do corrente, data em que se assinala o dia mundial da Liberdade de Imprensa que, a informação continuará a imprerar no país "com ou sem a vontade do Ditador José Eduardo dos Santos" defendeu o mesmo.







Antunes Zongo, disse ainda estar confiante num bom resultado eleitoral e justificou " o próprio regime está a criar mecanismos possiveis para que a UNITA ganhe as Eleições, pelo simples facto de persistirem permanentimente na promoção do desemprego do homem angolano, na falta de educação e na falta de emancipação na economia para todos.

"Em 2012, com uma Comissão Eleitoral Independente, a UNITA será governo e a FNLA será o maior partido na oposição asseguir o PRS disto podem ter certeza" disse e acrescentou "estes tipos do MPLA dizem que em nove anos de país não é possível fazer muito, esqueceram-se que foi em nove anos de paz que eles muito enriqueceram-se" terminou o jovem político.
 

Chivukuvuku avisa: Continuo a alimentar o sonho de ser Presidente da República

Fonte: Club.K

Luanda - Abel Chivukuvuku nunca escondeu a sua ambição de,como político um dia poder vir a concorrer para a cadeira de Presidente da República de Angola. Com a aprovação da nova Constituição,onde as regras passaram a ser diferentes,o u seja, deixou de haver eleições apenas para as presidenciais e os candidatos são eleitos por listas partidárias,Chivukuvuku viu o seu sonho ficar um pouco mais distante,atendendo que,embora quadro dirigente da Unita,ele está muito longe de poder,para já, ser escolhido para cabeça de lista do seu Partido.

O que eu falei na altura foi: tomemos cuidado para não corrermos o risco de somalização

Mas,afinal isso não o faz desanimar nem desistir e acredita em agendas mais a longo prazo.Isso mesmo ele explicou numa entrevista a revista Figuras&Negócios que durou cerca de duas horas e que respigamos aquí o mais interessante dela. Uma coisa é certa,o homem tem conviccões,defende com dedo e unha as suas ideias e estabelece cenários para o mosaico político angolano onde acredita que há espaço para a democracia prosperar.
Figuras&Negócios(F&N) - Com a entrada em funcionamento da nova Constituição do País, o seu sonho de se tornar Presidente da República esfumou-se?

Abel Chivukuvuku(A.C.) - Por várias formas, em 2008, o MPLA fabricou uma hegemonia esmagadora no parlamento que permitiu a esse partido, e particularmente ao Presidente da República,-porque foi desejo dele,-fazer uma reforma constitucional inconstitucional. E essa reforma constitucional inconstitucional acabou, em certa medida, com a eleição presidencial directa. Inventou-se o modelo que no fundo leva os cidadãos a não poderem escolher directamente a pessoa que querem. No entanto, para aqueles que quiserem participar no jogo político na luta pela cadeira presidencial, mesmo assim, há sempre várias formas.
As pessoas são militantes dos seus partidos e, por via deles, podem conseguir ser cabeças de lista. No caso concreto da Unita, para ser cabeça de lista é preciso, por força dos estatutos, ser Presidente do Partido. Portanto, quem quiser ser candidato deve procurar ser presidente do partido, enquanto tivermos os estatutos como eles estão.

F&N - Mas o senhor já disse que estava definitivamente afastada a hipótese de concorrer ao cargo de Presidente da Unita?

A.C. - Não, não está definitivamente afastada esta hipótese. Nas circunstâncias em que fiz a declaração eu disse que não estava interessado. No entanto, os estatutos não proibem. De acordo com os nossos estatutos, o partido deve realizar congressos de quatro em quatro anos e eu entendo que os estatutos são para os partidos o que a Constituição é para o País, portanto, de cumprimento escrupuloso e obrigatório.

O que digo é que as pessoas que quiserem podem encontrar um formato de na mesma concorrerem pela via dos seus partidos ou por via de outros partidos que quiserem. Temos uma série de partidos que eventualmente, um ou outro, não tendo personalidades com estatura suficiente, podem convidar outras personalidades. Portanto, seja quais forem os artificios que se fazem nessas engenharias constitucionais, nunca as portas ficam completamente fechadas.

F&N.-Esse seu afastamento da política activa,digamos assim,é estratégico?Na política,nem sempre o silêncio joga à favor das ambições?

A.C. - Não diria que estou num ligeiro afastamento da vida politica activa. Eu sou membro da direcção da Unita, do seu comité permanente. Participo, a esse nível, em todas as deliberações do Partido. Não tenho, isto sim, função executiva e é por isso que apareça menos. E seguindo um ditado do velho Jonas (Savimbi), existem momentos da vida que é interessante aplacar, o que não significa deixar de fazer parte do jogo político.

F&N - Você é um Enfant Terrible no seio da actual direcção da Unita. Sendo assim, acredita que nos tempos mais próximos pode ser bem sucedido na luta pela liderança do partido?

A.C. - Neste momento nós temos um calendário nacional e partidário que faz com que a chance mais próxima, de acordo com os estatutos da Unita, é, por norma, o congresso que, em termos de normalidade, deverá ocorrer neste ano de 2011. O mandato do Presidente Samakuva termina em Julho. Portanto, temos essa etapa que fica antes das eleições gerais do País, que estão, em termos de Constituição, previstas para 2012. Isto significa que não podemos, neste momento, estruturar uma visão sobre o que será 2012 antes de passarmos esta etapa de 2011. Mas, como disse, seja quais forem as engenharias constitucionais que se fabricam, quando existe vontade e determinação há sempre espaço para podermos participar, se assim quisermos.

F&N - O senhor acredita que com o cenário da actual Constituição, o MPLA e o seu líder poderão perder a liderança do País?

A.C. - As sociedades que se acreditam imutáveis ou os actores que se pensam permanentes nas posições que desempenham correm riscos, como aliás está a acontecer agora no Magrebe e no mundo árabe. As sociedades maturam-se.

F&N - Não acha que são realidades diferentes, do mundo árabe com o resto da Africa?

A.C. - Os seres humanos em todas as sociedades e em todas as circunstâncias, sejam eles africanos, europeus, árabes ou americanos, têm todos as mesmas expectativas; expectativas de uma vida digna, de uma condição social gratificante; têm todos as mesmas frustrações quando confrontados com situações de pobreza extrema, de irrealização social. Têm todos as mesmas esperanças, de que a situação que vivem em determinado momento não vai ser permanente, que vai mudar, por um lado. Por outro lado, acho que não é correcto dizermos que as circunstâncias e o contexto no Magreb e no mundo árabe são diferentes do resto de Africa. Digamos que há factores e caracteristicas iguais e há algumas diferenças, mas o que mais pesa são os factores iguais. Em primeiro lugar, temos o problema dos regimes autoritários. Lá são regimes autoritários mas aquí também são; nos países arabes do Magreb temos regimes de caracter unipessoal, onde o determinante é uma pessoa, e nós aquí em Angola, particularmente, até agravamos isso com a nova Constituição que foi fabricada, praticamente com o presidencialismo hiperbólico que temos. Existem em ambas as situações os problemas de democracia de fachada. Nós vimos como decorreram as nossas eleições de 2008, como é o nosso ambiente da comunicação social pública,dos direitos fundamentais dos cidadãos,…

Portanto, em termos de democracia de fachada foi a mesma coisa lá, é a mesma coisa aquí. Em termos de pobreza, a nossa situação é muito mais grave. Os nossos índices de pobreza são muito maiores do que no Magebe. A Tunísia, apesar de tudo, não estava assim tão gravemente mal. Aquí temos o problema da urbanização caótica, onde estamos a criar os ghetos por todo lado e que são um fomento de revoluções. Temos o problema dos grandes desiquilibrios sociais, os recursos açambarcados pelas elites e seus familiares que é igual lá como aquí,...

Agora, aceito que existem alguns factores de diferença, como a dimensão religiosa. O islão introduz no quadro mental das pessoas uma dimensão diferente de fé, que acreditam quando têm que fazer as coisas que eu penso que o cristianismo leva de forma muito relativa. Isto verdadeiramente é uma diferença e faz com que os povos do Magrebe, os povos islamizados tenham uma maior determinação. Outra diferença, se quisermos, é a coragem, mas essa surge em função da dimensão social. Eu sinto que eles são mais corajosos, o que também advem do islão, onde as pessoas acreditam um pouco mais no sacrificio.

F&N - Mas essas «revoluções» nem sempre levam a chamada democracia que respeita os cânones ocidentais.

A.C. - Sim, isto também é verdade. Mas nos casos presentes os indicadores têm sido de revoluções positivas até aquí. Mas existem outros factores de diferença, como, por exemplo, o nível de literacia. Lá, a literacia superior é muito mais avançada, não foram apenas os jovens desempregados, sem formação, que se rebelaram, foram pessoas formadas, por isso é que a dimensão tecnologica teve um papel muito grande. Penso que as nossas sociedades africanas particularmente deveriam ver o que se está a passar como uma lição, como um prelúdio para que não deixemos as nossas circunstâncias evoluirem até chegarem ao nível de agravamento e de saturação. Entendo mesmo que nos nossos casos, se fosse no momento presente, os riscos seriam maiores. Por isso é que não sou muito apologista desse tipo de revoluções para as nossas situações. No caso concreto de Angola, tenha-se em conta que acabamos de sair de um conflito armado muito violento e de muitos anos.

F&N - Este é um risco que obriga a se evoluir para o exemplo do Magreb?

A.C. - Aquí o risco é maior. E, por causa disso, temos de ter muito mais cuidados. O facto de termos tido um conflito de longa duração faz com que os nossos processos tenham uma dose de violência muito grande. Por exemplo, ainda temos muitas armas escondidas e também os nossos fenómenos, talvez por causa da pobreza, podem evoluir para uma tendência de saque, o que seria extremamente perigoso. Por isso, todos esses indicadores devem ajudar,e servir de lição, tanto para os poderes públicos como para nós todos enquanto membros das sociedades no sentido de trabalharmos e tomarmos medidas para se construir uma sociedade relativamente séria e, do ponto de vista de justiça social, equilibrada para não permitir que cheguemos aos extremos.

F&N - O senhor não acredita que o MPLA, está a ter em conta o que hoje acontece naquela parte de Africa e, esteja a pensar em mudanças que o levem a um maior entrosamento com a população?

A.C. - Acho absolutamente o contrário. Digo, uma vez mais, que o MPLA fabricou esta maioria esmagadora de 2008.

F&N - Mas o MPLA "fabricou" a maioria esmagadora ou a oposição em bloco não teve estratégia para impedir a vitória dos Camaradas?
A.C. - Houve vários factores, entre os quais a fabricação. Todos constatamos a forma atabalhoadamente programada como decorreram as eleições, sobretudo aquí em Luanda

F&N - Não terá havido erros graves da chamada geração política da utopia intregada na oposição?

A.C. - Eu tenho uma visão mais profunda para ver as coisas. Sou dos que acreditam que a revolução democrática de Africa dos anos 89 a 92 não foram revoluções por convicção; foi por necessidade de acomodação dos regimes. Significa que as mesmas pessoas que durante anos defenderam de forma fêrrea os partidos políticos, racionalizaram a necessidade desses partidos políticos-uns diziam que os africanos não tinham formação suficiente, eram analfabetos para a democracia, outros diziam haver a necessidade da construção da nação por causa da existência de etnias, que se exigia um partido para se construir primeiro a nação,… portanto, racionalizaram do ponto de vista intelectual a necessidade dos partidos únicos e mantiveram. No nosso caso, até com o marxismo leninismo. De repente, todos já viraram democratas? Não é verdade!

Houve a necessidade de metamorfoses por causa das circunstâncias internas e externas-o mundo tinha mudado e para se manterem no poder ajustaram-se mas ao nível das convicções não mudaram. Mantêm as mesmas convicções, e daí o facto de se ter fabricado essa maioria esmagadora. Houve três factores que permitiram isso: de um lado, fabricação-fraude, manipulação, porque em termos de democracia os níveis de fabricação evoluem em muitas dimensões. O facto da comunicação social do Estado não dar acesso a outras vozes já é fabricação. Por outro lado, desiquilibrio na utilização dos recursos do Estado. A maneira como o processo eleitoral decorreu em Luanda foi uma desordem organizada que permitiu a manipulação. Portanto, essa hegemonia não incentiva o MPLA a fazer melhor.

Nas sociedades, qual é o factor fundamental para a transformação? É a concorrência. Onde há concorrência todos têm de melhorar, onde não há concorrência leal não há incentivo para se melhorar, e existem vários domínios onde não sinto a tendência do lado do MPLA em evoluir.
Nós precisariamos, para prevenirmo-nos das coisas que estão a acontecer no Magreb, de assumir e implementar uma democracia verdadeira. Temos que assumir a democracia como algo que vem de nós próprios.

F&N - E nesse mundo, onde existe este produto acabado tal qual desenha?

A.C. - Não podemos cair na tentação de pensar que como os americanos e os europeus levaram 200 anos, nós também temos de levar o mesmo tempo. Vamos ver, por exemplo, o Ghana, que hoje tem uma das democracias das mais profundas e melhor estruturadas daquí de Africa. Tiveram já duas alternâncias e feitas de forma exemplar e tranquila. Portanto, nós também devemos sonhar, e uma sociedade que não sonha, morre porque não evolui. Devemos sonhar que podemos e somos capazes de estruturar aquí em Angola uma democracia séria e verdadeira. Precisamos de evoluir para um modelo patriotico de governação que deve envolver ambição e com programas realistas, com transparência e prestação de contas.

F&N - Mas o governo agora tem feito regularmente prestação de contas. Quer mais do que se faz?

A.C. - Não tem havido nada. Aquilo é um exercicio de imagem. A prestação de contas envolve outros requisitos mais concretos, como, por exemplo, quanto foi atriubuido ao organismo x e para fazer o quê e quais foram os resultados.

Como nós não estamos habituados, acalentamo-nos com pouco. E alguem me dizia que dá a impressão de que os angolanos têm uma capacidade ilimitada de aceitação da mediocridade. Não pode ser assim, temos de querer sempre o melhor. Há um ditado na política que diz: «quando estás no exercício do poder, faça tudo para pôr-se no lugar daquele que não está, para perceber o que ele sofre. Por isso, precisamos de fazer uma luta verdadeira contra a pobreza.

F&N - O governo recentemente promoveu uma reunião nacional sobre o combate à pobreza?

A.C. - O nosso regime governamental tem um nível de teorização muito grande mas um nível de execução muito fraco. E é verdade que mesmo ao nível da teorização, o facto de não existir sensibilidade política para os que sofrem obriga a que muitas vezes surjam programas irrealistas.

Temos de olhar para a questão da pobreza em duas dimensões diferentes: a pobreza nos meios peri-urbanos e a pobreza no meio rural e fazer face a esses factores também de forma ambivalente. Por exemplo, a identificação da pobreza nos meios peri-urbanos. Quais os maiores problemas? Começa pela água: não ouvi até aquí nenhuma estratégia para a resolução deste problema, que tem duas dimensões também. Por um lado, verdadeiramente abastecer as populações de água a sair das torneiras implica a requalificação dos bairros, porque da maneira caótica é quase impossível. Mas essa requalificação, no caso de Luanda e de outras cidades vai levar décadas, mesmo com vontades.

F&N - O governo, se não me engano, promete água para todos em 2020.

A.C. - Não sei se são capazes. Duvido, e nem sei mesmo se há vontade para tal. A requalificação é uma questão de tempo, mas, por outro lado, o problema da falta de água não pode ser deixado assim. Significa que, no mínimo, se deve acautelar para que aqueles que compram água em bidons deixem de comprá-la. Então, o governo teria de ter uma estratégia de curto prazo, como, por exemplo, colocar chafarizes com tanques monumentais para o equivalente a uma população de cada vinte mil habitantes. Temos, por outro lado, os problemas de saneamento, de saúde, emprego, enfim, eu não sinto que haja uma estratégia coerente, pelo menos, para fazer face a pobreza no meio urbano. No meio rural, a situação é mais grave, porque aqueles são os esquecidos.

F&N - Está a querer dizer que todas essas questões negativas que identifica são ingredientes para o MPLA não conseguir os mesmos resultados nas próximas eleições de 2012?

A.C. - Se nós conseguirmos como actores políticos trabalhar no sentido de termos processos eleitorais democráticos, justos e transparentes, em nenhuma circunstância o MPLA pode ter aquela maioria de 2008. Falo em processos eleitorais sérios, o que não significa dizer que vamos já a assistir a alternância do poder. Não senhor, porque também acho que há enorme fraqueza ao nível das forças políticas da oposição.

Se melhorarmos todos a qualidade da oposição, então o potencial da alternância também sobe. É preciso que o cidadão não se sinta frustrado na sua realização social e política,… é preciso que da sua frustração nasça a esperança. E essa esperança tem de vir de alguém, de algum partido. Os partidos da oposição precisam, pois, de ganhar credibilidade, de ganhar afecto dos cidadãos.

Resumindo, de um lado, não temos ainda processos político-democraticos sérios e, por outro lado, as alternâncias são fracas. É esse o dilema, mas não significa que vai ser sempre assim. É possível que em 2012 já as oposições tenham vitalidade, apresentem mensagens mobilizadoras e galvanizadoras, consigam criar empatia, porque em política conta muito a empatia.

F&N - Estamos mais próximos de voltar para o monopartidarismo ou ver o reforço do multipartidarismo?

A.C. - Depois de termos ensaiado o exercicio democrático, apesar das suas deficiências, não há hipoteses para se evoluir mais negativamente do que já evoluimos, com essa esmagadora maioria de 2008. Vamos entrar para o ciclo de 2012, não sei como as coisas vão acontecer, se os partidos vão conseguir forçar os processos democráticos mais sérios, se eles próprios vão ganhar estrutura suficiente para poderem aparecer como verdadeiras alternâncias, mas a médio prazo vai ser inevitável que os processos democráticos terão que melhorar e, também, as sociedades não permitem o vazio. Se as forças políticas actuais não conseguirem galvanizar e encontrar um domínio do espaço político necessário, vão surgir outras alternativas. Agora, só espero que nós, Angola, não sigamos o ritmo actual, pelo menos aquí na nossa região, em que é do Partido no poder que sai uma franja que se torna força maior da oposição. Já aconteceu na Namíbia, na Africa do Sul, mas espero que não aconteça aqui.

Nós ainda temos um espaço político que a Unita precisa de galvanizar e preencher completamente. A cultura política no seio do MPLA, apesar da imagem que procura lançar para o País, não é a mais positiva, porque não tem um projecto verdadeiro de construção de uma sociedade justa. Acho que perderam a latitude moral de corrigir uma série de insuficiências, como a corrupção e outras praticas negativas.

F&N - Não acredita numa terceira via, que englobe, por exemplo, políticos do MPLA e da Unita?

A.C. - Entendo que o vazio não existe na vida política. É preciso que as forças políticas, e a começar por nós próprios, Unita, façamos um esforço para cada vez mais preenchermos esse espaço de alternativa que os cidadãos esperam. Temos todos de trabalhar neste sentido porque podemos correr o risco de ver surgir uma coisa nova. É verdade que não vejo esse cenário a curto prazo, em 2012, mas depois dalí e em função do quadro que nós tivermos, é sempre uma possibilidade.

F&N - A Unita tem força para aglutinar toda a oposição e fazer frente ao MPLA sabendo-se que os partidos políticos têm linhas diametralmente opostas e com laivos mesmo regionais, uns do norte outros do sul?

A.C. - Eu não diria que há divisão de partidos políticos do norte e do sul, até porque a maioria dos partidos hoje existentes foram criados por lideranças originárias do norte. No espaço sul, se assim podemos falar, são poucos os partidos que surgiram com lideranças a partir do sul..Mas hoje o que se põe é a questão de lideranças politico partidárias que consigam galvanizar e criar empatia com esse nível de frustração social que existe. Os partidos têm que evoluir para esta dimensão de forma a, se tivermos um desafio em 2012, no mínimo ajudem a reequilibrar a balança. Até porque o reequilibrio ajudará o MPLA, se ainda permanecer no poder, a governar melhor, porque sentirá a concorrência. Não podemos continuar com essa maioria asfixiante que temos neste momento. A minha lógica é de que é´preciso ser forte para depois aglutinar, sermos vistos por outros partidos como fortes para eles terem incentivo a juntarem-se a nós.

F&N - O senhor não está na política activa mas ganha dinheiro como empresário. É verdade?
A.C. - Não. Eu não sou empresário

F&N - Mas está na vida empresarial? Ouvi dizer que tem imóveis, aluga, etc.

AC.-Eu não tenho nenhuma empresa. Fiz investimento, comprei casa com o meu dinheiro, o que é diferente da actividade empresarial. Sou responsável político. Agora, acautelei-me no sentido de não ter que passar fome.

F&N - Ficou abastado com a política?

A.C.- Não. A única função política de Estado que desempenhei é a de deputado, e toda gente sabe qual é o salário do deputado.

F&N - Acredita que com essas suas ideias, um dia poderá convencer o eleitorado angolano e tornar-se Presidente da República?
A.C. - Se não tivesse fé não faria política. É porque acredito que, como pessoa, faço parte de uma estrutura política mas, para além disso tenho a minha visão, forma pessoal de ver as coisas e que acredito que provavelmente corresponderia com um grande segmento de ansiedade e de esperanças deste Pais e também acredito que é possível reverter a tendência e fazer de Angola um País sério.

F&N - Não acredita que a sua imagem possa ter saido quebrada com o conceito utilizado por si, de somalização de Angola?

A.C. - Infelizmente, a cultura de diabolização, caracteristicas eminentes dos antigos regimes marxistas leninistas, deturparam o que eu disse. Na altura, eu tinha feito um alerta, tal como estou a fazer agora: cuidado, se nós não tomarmos medidas, o que está a acontecer no Magreb pode nos acontecer. São alertas. E o que eu falei na altura foi: tomemos cuidado para não corrermos o risco de somalização.

Houve uma outra ocasião, estavamos nos anos 98, 99 e na altura aventava-se a hipotese de realização de eleições, e eu na altura disse que não acreditava que tivessemos eleições antes de 2000. Toda gente achou que eu era irrealista, mas era uma questão de leitura adequada dos fenómenos, dos indicadores. Por isso, acho que o cidadão comum não olha para o conceito ou terminologia de somalização nessa perspectiva negativa.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Putin contra maré acusa NATO de querer matar Kadhafi

 O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, afirmou no passado dia 26 do corrente, que o objectivo da NATO é eliminar fisicamente o Lider libio, o "ditador Kadhafi". 



                         

Vladimir Putin, criticou os ataques aéreos da NATO na Líbia, dizendo que os bombardeamentos aos palácios de Kadhafi tem como objetivo a morte do líder líbio.
As bombas lançadas pela  NATO na Segunda-feira passada atingiram um edifício da residência oficial de Kadhafi, em Tripoli,
O governo líbio considera que tratou-se de uma tentativa de assassinato, mas, a NATO nega de ter tal intenção,"Houve conversações sobre uma zona de interdição aérea. Mas onde está se todas as noites estão a bombardear os palácios onde vive Kadhafi?", questionou Putin, citado por agências internacionais durante uma visita à Dinamarca.
O comandante da operação da NATO, o canadiano tenente-general Charles Bouchard, disse que o ataque ao complexo presidencial em Tripoli foi dirigido a um centro de comando militar e negou que fosse uma tentativa de matar Kadhafi.

Bouchard adiantou que o complexo é um "conjunto militar no qual existem diversas casas e residências (...) e vários postos militares de comando e controlo".
 Por sua vez o ministro Putin garante que os Estados que participam na operação liderada pela NATO estão a extravasar o mandato da Organização das Nações Unidas (ONU), que estipula o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea e a proteção de civis.
"Agora, vários dirigentes estão a dizer 'Sim, estamos a tentar destruir Kadhafi'. Mas quem os autorizou. Isto é um julgamento? Quem lhes deu o direito de condenar alguém à morte?", questionou Putin.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Hospital Américo Boavida Carece de médicos e uma direcção idónea

Após o caso Mingota, o Hospital Américo Boavida volta a baila com o seu mau atendimento público e negligência médica, levando o rapaz José Salvador da Silva, de apenas 13 anos de idade, a contrair Osteomielite que quase o leva a vida.
Antunes Zongo
O pequeno deu entrada no referido Hospital no dia 24 de Janeiro do corrente, vítima de uma infecção denominada “fogo de deus” que espalhava-se pela perna direita, resultado da primeira radiografia efectuada, dava conta que o rapaz estava ileso de qualquer situação que colocaria a perna do mesmo em perigo.

Após isto foi submetido a uma cirurgia e internado no serviço de cirurgia 1, sala 109, cama 6, onde permaneceu internado durante três meses, aquando do seu internamento ao Hospital Américo Boavida, o garoto não apresentava sinas de Osteomielite durante as primeiras semanas, e, no dia 26 de Fevereiro do ano em curso realizou-se outra radiografia revelando as imagens de Osteomielite fruto das bactérias do tabuleiro e materiais de tratamento que servia há vários pacientes.
O rapaz queixava-se de varias dores, fisicamente débil e a perna afectada possuía muito pus, facto que levou Gaspar da Silva pai do paciente José da Silva a endereçar um medido de alta ao referido Hospital afim de transferir o garoto para Republica do Brasil, facto negado pelo doutor Augusto Gonçalves que supostamente é presidente da junta medica de Luanda.
O referido doutor, alegava que o menino estava ser bem tratado e a qualquer altura o problema seria ultrapassado e o rapaz teria alta, foram de facto falsas promessas.
Após a detenção da “Osteomielite”, Augusto Gonçalves o médico do menino, garantiu aos familiares do paciente, que transfeririam o rapaz para os serviços de Ortopedia, facto que não chegou a acontecer desde o dia 26 de Fevereiro até o dia 15 de Abril do corrente, data em que o menino foi retirado pelos familiares através de um pedido de alta para a clínica Meditex.
Tudo as custas de Gaspar da Silva pai do garoto, chegando a desembolsar o montante de aproximadamente trinta mil dólares (30.000 USD), o mesmo diz ter contactado a direcção do Hospital Américo Boavida e a mesma prometeu indemnizar os gastos feitos pelos familiares.
Segundo Gaspar da Silva, a direcção do Hospital não indemnizou os familiares do paciente até o momento, o mesmo diz já ter constituído um advogado, Evaristo António o advogado promete tudo fazer para solução do “problema”.
“Ao retirarmos o menino do Hospital, encontramo-lo com uma declaração de alta de quinze dias elaborado pelo doutor Augusto Gonçalves, recomendando o reposo domiciliar ao garoto” contou Gaspar da Silva o pai do rapaz, e acrescenta dizendo “ se o meu filho ficasse em reposo em casa como o doutor desejava, receberíamos uma alta de boletim de óbito do menino”. Concluiu.
O mesmo afima que foi informado pela Clínica Meditex, que o menor tinha a quase toda a tíbia da perna direita destruída tendo de seguida submetido a uma intervenção cirúrgica e transfusões sanguíneas de forma a salvaguardar a vida do menino.
Gaspar da Silva, diz que a actual saúde de seu filho é melhor, desde que deu entrada na referida Clínica, “já que o Hospital reconheceu o erro do médico, espero que indemnizem-nos, porque contraí muitas dívidas, temo ser obrigado a vender a minha casa” lamentou o mesmo.
Para veracidades dos factos, contactamos a direcção do Hospital Américo Boavida, onde a secretaria Judite afirmou que a responsável do Hospital estava reunida com a doutora de laboratório e que não poderia a incomodar, redigimos as perguntas e voltamos por lá no dia 10 do corrente, e mesmo assim fomos ignorados.
Pela vontade deontológica e regra de informação, queríamos ouvir e informar as opiniões das duas partes, mas a direcção do Hospital achou por bem ignorar as regras de informação, depôs queiram encher os tribunais com processos judicias contra jornalistas. O que não é nada bom

Novo Registo Criminal causa transtornos aos populares

Antunes Zongo

Está aprovado. Que, o novo modelo de Certificado de Registo Criminal, emitido no dia 28 de Fevereiro do ano em curso, é mais seguro em relação ao modelo anterior, mas, o mesmo tem causado vários transtornos aos populares que acorrem aos postos de Identificação em busca do referido documento.


O Registo Criminal tem custado trezentos kwanzas (300 kz), e, é entregue depois de 30 à 40 minutos, mas, os transtornos prendem-se pelo facto de háver vários “pendentes”, ao tratar o documento e se registar cadastro crminal, o registo não é entregue no mesmo momento, é analizado e leva uma á duas semanas.

O mesmo episodeo acontesse até aos que não têm antecedentes criminais, mas pelo simples facto de ter dois nomes iguais a de um suposto delinquênte, o documento não é entregue e passa a ser analizado pela Direcção Nacional de Identificação.

Para elucidar os nossos leitores, ao que realmente se passa, contactamos o posto de Emissão do Bilhete de Identidade no bairro dos Combatentes, onde os funcionarios do referido posto regeitaram prestar declarações sobre o assunto e, ocultaram as suas identidades.

No local, por baixo de um sol ardente, eram visiveis mais de cem pessoas que perfilavam por órdem de chegada, cada um, em busca de um Certificado de Registo Criminal. Por falta de Segurança no local, a fila organizada pelos populares era destroçada várias vezes por um cidadão descendente de portugueses, o mesmo encontrava-se altamente embriegado (bebedo), o cidadão em referencia empurrava e batia as pessoas que se encontravam em fila.
   
Soares Correia de 32 anos de idade, afirmou a nossa reportagem, que terá tratado o certificado criminal há duas semanas mas, até o momento não lhe foi entregue o documento, o mesmo conta que só lhe foi dito que o registo etá pendente e que “tem de aguardar até estar analizado” contou o mesmo.

A nossa repórtagem não parou por aí, percorremos até ao Posto de Identificação da Comuna do Sambizanga, onde o cidadão Moisés Sebastião Mariano, afirmou ter ido tratar o registo criminal para efeito de trabalho, mas pelo simples facto de ter dois nomes iguais a de um presumível delinquênte o referido documento encontra-se “pendente”.

“Chamo-me Moisês Sebastião Mariano, e disseram-me que o suposto delinquente chama-se Moisês Mariano, está é a razão que lhes leva a não entregarem-me o documento, alegando estar pendente” afirmou o mesmo e acrescentou “estou a rependido de ter vindo aqui, porque é pá, o emprego hoje em dia não etá facil, está dificil, e quando mandam trazer o documento e não há temos outra pessoa ocupa o nosso lugar.

Tal probematica estende-se a vários postos de Identificação, facto que levou-nos até a Direcção Nacional de Identificação, onde Irondino Muxiri director Nacional do Arquivo de Identificação Civil e Criminal, contou que o novo modelo de registo criminal é uma tecnologia nova e dificil de falcificação.

O mesmo esclareceu que ao tratar o Certificado de Registo Criminal e registar-se cadastro crminal, o documento não é entregue no mesmo momento, é analizado, regista-se o crime        anexa-se o boletim de cadastro criminal ao Registo Criminal, só assim é entregue o documento.
“Antes as pessoas tratavam o registo criminal por baixo dos predios, hoje isto já não é possivel, e as pessoas não estão habituadas a essa nova forma”. Concluiu.

Caso Nerika: Um rumor que vem por aí

“Mama! Que desgraça, matei o Lolo, porque violou a Nayo”, foi o que disse a ré Nerika Loureiro, quando na manha do infausto, foi bater a porta da sua mãe para pedir socorro.

Uma frase já conhecida ao longo do processo de julgamento que levou 8 secções e 27 declarantes, tendo sida fundamental no processo de decisão do juiz da causa. A ré Nerika Loureiro de 32 anos de idade, ex-esposa de Lopo Loureiro de 34 anos de idade foi condenada na últma quarta-feira há 17 anos de cadeia e um total de três milhões e cinqüenta mil kwanzas à pagar a família da vítima.
O juiz da 7ª Secção de Crimes Comuns do Tribunal Provincial de Luanda, António Morais, teve de apurar as circunstâncias da realização do infausto acontecimento que abalou a sociedade Luandina e não só.
Segundo rumores posto a circular no próprio tribunal, a morte do jovem Lopo Loureiro “LOLO”, deu-se ao influente processo do BNA, “como gestor de contas do BPC Lolo é chave no processo BNA”, justificando ser ele uma das pessoais fundamentais para o esclarecimento de alguns casos até ao momento escalmoltiados pela natureza do processo. Lolo daria esclarecimento do roubo do Banco Nacional de Angola, “Lolo foi morto para não descobrir os tubarões.Onde a Nerika terá acompanhada o assassinato do seu esposo e lhe foi dita que se denunciasse perderia todos os membros da sua família”. Reforçou.
Em relação o estado da ré, os dados dão conta da possibilidade pelo trauma vivido.
Sabe-se que por volta 21horas e 45 minutos do dia 1 de Abril de 2010, (data do assassinato), Lopo Loureiro enviou uma mensagem para um dos seus colegas do Banco de Poupança e Crédito (BPC) avisando-o que a sua família havia chegado bem vinda de Portugal e que levava a sua sogra à casa. De seguida o casal deixou a senhora Beatriz da Conceição na sua residência e rumou para o seu apartamento no bairro Nova Vida.
Para está corrente a morte do jovem Lopo Loureiro deu-se por volta das duas horas da manhã na sua residência, em Nova Vida, algumas horas depois de ter ido buscar a sua esposa no Aeroporto Internacional de Luanda 4 de Fevereiro.
A acusada chegara à Angola por volta das 18 horas e 40 minutos do dia 31 de Março, num dos aviões da TAAG que fazia a escala Lisboa-Luanda, em companhia da sua mãe Beatriz da Conceição e dos seus dois filhos, Naió e Ângelo Loureiro, de dois anos e de dez meses, respectivamente. A jovem que trabalhava na Sonair, se deslocara à Portugal para gozar ferias de 15 dias com a mãe e os filhos e aproveitou fazer check up médico.
 
fonte: tudoplaneado.blogspot.com